Skip to content Skip to footer

Impunidade: cresce clamor por federalização do caso Orelha

Em protestos em várias capitais, no domingo (01), manifestantes pediram que investigação seja feita pela Polícia Federal
Manifestação em SP: movimentação é impulsionada pelas suspeitas de interferência e proteção dos menores envolvidos. Foto: Letycia Bond/ Agência Brasil

A desconfiança em relação à condução das apurações pela Polícia Civil de Santa Catarina fez crescer o clamor público pela federalização da investigação sobre o espancamento e morte do cão comunitário Orelha por adolescentes suspeitos do crime na Praia Brava, em Florianópolis.

A movimentação é impulsionada pelas suspeitas de interferência e proteção dos menores envolvidos, o risco de impunidade ou demora proposital nas apurações, e as alegações das autoridades locais de que não há “provas diretas” da agressão criminosa.

Três familiares dos adolescentes – dois pais deles e um tio – de famílias influentes e de elite econômica de SC foram indiciados por coação contra testemunhas.

Caramelo

Vídeos de câmeras de segurança que mostram os jovens interagindo com outro cachorro, chamado de “Caramelo”, e que segundo a própria polícia, teria sido alvo de uma tentativa de afogamento, mas que não têm sido levados em conta pelas autoridades catarinenses aumentaram a percepção de que os suspeitos estariam sendo “blindados”.

No domingo (01), em protestos em várias capitais, os manifestantes pediram a federalização, com o deslocamento para a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, como forma de garantir uma investigação mais independente, sem influência local. Especialistas apontam que isso poderia ocorrer em casos de grave violação de direitos, incluindo contra animais via tratados internacionais que o Brasil assinou, quando há risco de inércia ou omissão das autoridades estaduais.

Campanha

Nas redes sociais, multiplicaram-se petições e campanhas com hashtags como #JustiçaPorOrelha e #FederalizaçãoDoCasoOrelha. Deputados e influenciadores, inclusive da “bancada animal”, protocolaram pedidos formais de deslocamento de competência, argumentando violação de obrigações internacionais de proteção animal e risco de impunidade.

A pressão popular reflete frustração com o que muitos vêem como “justiça seletiva”, especialmente quando envolvem crimes praticados por jovens de classes privilegiadas. A investigação segue em andamento pela Polícia Civil de SC, mas o debate sobre federalização continua forte nas redes e na opinião pública.

Bookmark

Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

Mais Matérias

31 mar 2026

Lula bate o martelo e confirma Alckmin como vice na reeleição

Decisão encerra especulações e mantém aliança entre PT e PSB
31 mar 2026

“Ópera Grunkie”: aos 70, Marina Lima lança álbum conceitual e desafia o próprio legado

Trabalho foge do formato comercial e reforça perfil inquieto da artista
31 mar 2026

“Existe um desespero no ar com a troca de governo”, confessa diretora do Festival de Curitiba

À frente do maior evento de artes cênicas do Brasil desde 2019, Fabíula Passini critica a falta de continuidade de políticas culturais do País

STF vai decidir futuro do governo do RJ no dia 8 de abril

Disputa entre voto direto e indireto chega ao plenário do Supremo
31 mar 2026

20 ministros deixam Lula às vésperas do prazo eleitoral

Debandada no primeiro escalão força Lula a reconfigurar equipe às vésperas do prazo legal

Como você se sente com esta matéria?

Vamos construir a notícia juntos

Deixe seu comentário