A Justiça de Santa Catarina decidiu encerrar o caso envolvendo a morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. A homologação do arquivamento foi assinada na noite de quinta-feira (14) pela juíza Vanessa Bonnetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, após manifestação do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC).
Além de validar o pedido feito pela Promotoria, a magistrada rejeitou a solicitação de internação do adolescente investigado pela Polícia Civil e determinou a devolução do passaporte apreendido durante as investigações. A decisão acompanha o entendimento do Ministério Público, que apontou ausência de elementos suficientes para sustentar uma representação judicial contra os envolvidos.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que surgiram suspeitas de que o animal teria sido agredido por adolescentes na faixa de areia. No entanto, segundo o MP-SC, as apurações realizadas ao longo dos últimos meses não encontraram provas que ligassem os investigados à morte do cachorro.
De acordo com a análise conduzida pela Promotoria, os adolescentes e o cão sequer estavam no mesmo local no momento em que a suposta agressão teria acontecido. O órgão também concluiu que os laudos periciais e o parecer do veterinário responsável afastaram a hipótese de traumatismo recente provocado por violência.
Os exames apontaram que Orelha apresentava um quadro de osteomielite na região da mandíbula, condição associada a problemas de saúde anteriores. Conforme os documentos analisados, não foram identificadas fraturas ou lesões compatíveis com espancamento, mas apenas um inchaço na cabeça do animal.
Durante a investigação, o Ministério Público informou ter analisado quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotografias, dados extraídos de celulares apreendidos e novos depoimentos prestados pelos adolescentes envolvidos no caso.
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