Medicamentos usados no tratamento de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia passaram a integrar uma lista de produtos com imposto de importação zerado pelo governo federal. A medida, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), busca reduzir o custo de terapias de alto valor e ampliar o acesso a tratamentos contínuos no país.
A decisão atinge diretamente itens que, até então, tinham forte impacto no orçamento de famílias e também de instituições de saúde. Com a retirada da carga tributária, a expectativa é de que os preços comecem a cair gradualmente, conforme novos lotes importados cheguem ao mercado brasileiro.
Além dos medicamentos, o pacote inclui mais de 970 produtos, entre eles equipamentos industriais e itens de tecnologia sem produção nacional equivalente. Nesse ponto, a estratégia também mira a economia: a redução de custos para empresas pode estimular investimentos e contribuir para a modernização do setor produtivo.
No caso da saúde, o efeito tende a ser significativo no médio prazo. Tratamentos para doenças crônicas e transtornos neurológicos costumam ser prolongados e exigem gasto constante. Com preços mais acessíveis, a tendência é aumentar a adesão dos pacientes às terapias, reduzindo interrupções causadas por dificuldades financeiras.
O impacto não será imediato nas prateleiras, já que depende da reposição de estoques com a nova alíquota. Ainda assim, a projeção é de que farmácias, hospitais e clínicas repassem parte da redução ao consumidor nos próximos meses.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas ao controle de custos e ao estímulo econômico. Para quem depende desses tratamentos, a recomendação é acompanhar a evolução dos preços e verificar quando o efeito da medida começará a aparecer no dia a dia.
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