Fabricante de armamentos comemora guerras de Trump: “é bom para os negócios”
Grupos de direitos humanos avaliam que pelo menos 2 mil pessoas já morreram na guerra contra o Irã deflagrada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Além disso, o conflito também provocou a explosão dos preços dos combustíveis em todo o planeta, provocando o temor de uma crise econômica global.
Ao contrário do que se imagina, nem todos lamentam os efeitos desse confronto. O sueco Micael Johansson, CEO da Saab, uma das maiores fabricantes de armamentos e equipamentos bélicos do mundo, comemorou a política imperialista adotada por Trump em seu segundo mandato à frente do governo dos EUA.
“Claro que é bom para os negócios”, comentou ele em recente passagem pelo Brasil.
O executivo também aprova a defesa feita por Trump de que os países europeus aumentem seus gastos com armamentos. “Acho que ele está certo”, disse.
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Indústria da morte e farturamento recorde
O entusiasmo de Johansson não é “de graça”. A Saab registrou um desempenho financeiro histórico em 2025, impulsionada pelo aumento dos gastos militares globais e pela instabilidade geopolítica. Segundo o relatório anual divulgado em fevereiro de 2026, a empresa atingiu marcos recordes de vendas e encomendas.
A empresa faturou US$ 7,5 bilhões. Isso representou um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. A divisão de Defesa é o coração do negócio, respondendo por 93% das vendas totais da companhia.
O lucro saltou 37%. A Saab encerrou 2025 com uma carteira de pedidos de US$ 26 bilhões.
Além de aviões de combate, a empresa sueca fabrica sistemas de radar e vigilância aérea; sistemas aéreos não tripulados; armas anticarro, mísseis, entre outras armas e equipamentos bélicos.
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