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Morte de PC Siqueira volta a ser investigada após questionamentos do MP

(Foto: Youtube/reprodução)

Dois anos após a morte do influenciador digital PC Siqueira, a Justiça de São Paulo determinou a retomada das investigações sobre o caso. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público, que discordou do encerramento do inquérito policial como suicídio e apontou a necessidade de novas diligências para esclarecer pontos ainda considerados obscuros.

O influenciador foi encontrado morto em seu apartamento, na zona sul da capital paulista, em dezembro de 2023, aos 37 anos. A investigação inicial, conduzida pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro, concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica por enforcamento, conforme laudos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística. Vestígios de drogas e medicamentos também foram identificados, mas, segundo a perícia, não tiveram relação direta com o óbito.

Apesar dessa conclusão, a Promotoria avaliou que o conjunto de provas apresenta inconsistências. Entre os pontos levantados estão divergências em depoimentos, lacunas técnicas na perícia e a necessidade de ouvir novamente pessoas que tiveram contato com o influenciador nas horas que antecederam a morte. Diante disso, a Polícia Civil foi orientada a considerar outras hipóteses, como possível instigação ao suicídio ou até homicídio.

Uma das principais medidas determinadas é a realização de uma reconstituição no prédio onde PC Siqueira morava. O procedimento será conduzido por peritos da Polícia Científica e acompanhado por investigadores. A ex-namorada do influenciador, que estava com ele no dia da morte, não deve participar da simulação, mas sua versão será considerada a partir dos depoimentos já registrados. Uma vizinha e o síndico do edifício devem colaborar com os trabalhos.

A defesa da família sustenta que a hipótese de suicídio não pode ser tratada como definitiva neste estágio da apuração. Segundo os advogados, falhas na investigação inicial impedem uma conclusão segura sobre as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados. As autoridades afirmam que as investigações seguem em andamento para esclarecer de forma conclusiva o que ocorreu.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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