O número de vítimas das fortes chuvas que castigaram a Zona da Mata mineira subiu para 68, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Corpo de Bombeiros. Juiz de Fora concentra a maior parte das mortes, com 62 registros. Em Ubá, seis pessoas perderam a vida. As duas cidades ainda mantêm equipes à procura de cinco desaparecidos, três em Juiz de Fora e dois em Ubá.
Os trabalhos de busca seguem em diferentes pontos atingidos pelos temporais. De acordo com os bombeiros, há ao menos três frentes de atuação mobilizadas para localizar as pessoas que ainda não foram encontradas.
A tragédia começou entre segunda (23) e terça-feira (24), quando chuvas intensas atingiram principalmente Juiz de Fora. Na quarta (25), um novo volume de água agravou os estragos e ampliou o número de ocorrências.
Entre os impactos mais graves está a inundação do subsolo do Hospital de Pronto Socorro, referência na cidade. Também houve registro de deslizamentos em bairros como Vila Ideal e Três Moinhos, além do desabamento de um prédio residencial. Ruas ficaram bloqueadas por alagamentos e quedas de barreiras, afetando o transporte e serviços essenciais.
O rio Paraibuna chegou a quatro metros de altura, elevando o risco nas áreas próximas às margens. Por orientação da Defesa Civil, a prefeitura interditou um trecho da avenida Presidente Itamar Franco, acesso importante ao bairro Dom Bosco, diante da ameaça de novos desmoronamentos.
A prefeitura informou que mais de 4,2 mil moradores estão fora de casa, entre desalojados e desabrigados. O município decretou estado de calamidade pública ainda na terça-feira, diante da dimensão dos danos.
Apesar de alertas emitidos antes dos temporais, moradores relataram falta de preparo para enfrentar situações de emergência. Juiz de Fora já acumula 35 avisos da Defesa Civil neste ano e lidera o país em população vivendo em áreas de risco, com cerca de 128 mil pessoas em locais vulneráveis.
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