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Pinacoteca do Ceará inaugura exposição que explora o corpo em múltiplas dimensões

Anna Maria Maiolino, “Por um Fio”, da série “Fotopoemação” (1976). Foto: Regina Vater

A Pinacoteca do Ceará abre no próximo sábado, 27 de setembro, às 17h, a mostra “Corpos explícitos, corpos ocultos”, com entrada gratuita. Com curadoria de Agnaldo Farias e Adolfo Montejo Navas, a exposição reúne obras de diferentes gerações e regiões do país para refletir sobre o corpo em sua dimensão política, simbólica, subjetiva e tecnológica.

Resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, o Governo do Ceará, o Itaú e a Cagece, a mostra ficará em cartaz até 26 de abril de 2026.

O corpo como território de disputas

Com mais de cem obras de 48 artistas consagrados, “Corpos explícitos, corpos ocultos” ocupa todo o Pavilhão 1 da Pinacoteca e propõe uma imersão nas metamorfoses do corpo. A exposição parte da ideia de que o corpo já não é mais o que era e discute as transformações históricas, estéticas e éticas que moldam nossa relação com ele.

A mostra evidencia como o corpo é atravessado por sistemas de vigilância, algoritmos, consumo, fetichismos e lutas identitárias, revelando contradições e potências do sujeito contemporâneo.

Entre os destaques estão a escultura monumental “O impossível” (década de 1940), de Maria Martins; a instalação “Camelô” (1998), de Cildo Meireles; a icônica fotografia “Por um fio”, da série “Fotopoemação” (1976), de Anna Maria Maiolino; a instalação “Sem título”, da série “Palíndromo Incesto” (1990/2006), de Tunga; e a escultura “Sucubbus, O início” (2022), de Monica Piloni — a única obra da mostra com classificação indicativa de 14 anos.

Também participam nomes como Berna Reale, Miguel Rio Branco, Paulo Bruscky, Márcia X, Hermeto Pascoal, Teatro da Vertigem (em parceria com Nuno Ramos e Eryk Rocha), Walmor Corrêa, Efrain Almeida e André Parente.

Estrutura como organismo

Tunga, “Sem título”, da série “Palíndromo Incesto” (1990/2006). Foto: Bruno Leão

A expografia foi concebida pelo escritório Vão, o mesmo que assinou a 35ª Bienal de São Paulo (2023). Inspirada na ideia de corpo, a arquitetura transforma o pavilhão expositivo em organismo: as tesouras do teto funcionam como costelas, a espinha dorsal conduz o público pelas cinco salas temáticas, e as cores criam uma experiência sensorial que intensifica a relação com as obras.

As linhas curatoriais são:

  • Corpo máquina e ficção especulativa
  • Corpo político e regimes de controle
  • Corpo desejo, corpo ausência
  • Corpo-matéria: orgânico, simbiótico, mutável
  • Arquivos do corpo

Serviço

Abertura da exposição “Corpos explícitos, corpos ocultos”
Pinacoteca do Ceará – Pavilhão expositivo 1 (Rua 24 de Maio, s/n, Praça da Estação, Fortaleza-CE)
Sábado, 27 de setembro de 2025, às 17h
Acesso gratuito | Classificação indicativa: livre
Em cartaz até 26 de abril de 2026

Recursos de acessibilidade: audiodescrição, videoguias em Libras, intérpretes de Libras, peças táteis, abafadores de ruído e cadeiras de rodas.

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Maria Coelho

Jornalista com experiência em veículos como a Agência Estadual de Notícias do Paraná. Integra atualmente a equipe do Brasil Fora da Caverna.

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