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São Paulo bate recorde histórico de feminicídios em 2025

(Foto: Pixabay/Reprodução)

O estado de São Paulo fechou 2025 com o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Ao longo do ano, 266 mulheres foram assassinadas por razões de gênero, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O total representa um aumento de 8,1% em relação a 2024, quando 246 casos foram registrados. Na prática, os números indicam que, no ano passado, uma mulher foi morta a cada 33 horas em território paulista.

O avanço também ficou evidente no último mês do ano. Em dezembro, houve 36 ocorrências de feminicídio, doze a mais do que no mesmo período do ano anterior. A capital paulista seguiu a mesma tendência: foram 60 mortes em 2025, crescimento de 22,4% na comparação com 2024. Apenas em dezembro, quatro casos foram contabilizados na cidade de São Paulo.

Casos de extrema violência marcaram o período. Entre eles, o de Tainara Souza Santos, de 31 anos, atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro após uma discussão. Ela morreu depois de quase um mês internada. Outro episódio que gerou grande repercussão foi a tentativa de assassinato de Evelin de Souza Saraiva, baleada dentro do local de trabalho pelo ex-companheiro. Já a arquiteta Fernanda Silveira Andrade, de 29 anos, foi encontrada morta semanas após desaparecer, com o corpo enterrado na zona sul da capital.

Especialistas apontam que o crescimento dos registros reflete dois fatores combinados: a persistência, e até o agravamento, da violência contra mulheres e uma melhora na capacidade do Estado de identificar e classificar corretamente esses crimes como feminicídio. Antes da tipificação legal, muitos assassinatos de mulheres acabavam enquadrados como homicídios comuns.

Apesar do fortalecimento da rede de atendimento, com ampliação de delegacias especializadas, uso de tecnologia para monitoramento de agressores e aumento de medidas protetivas, pesquisadores alertam que os números exigem respostas mais efetivas. Para eles, o enfrentamento passa não apenas pela repressão, mas também por políticas contínuas de prevenção, educação e interrupção do ciclo de violência antes que ele resulte em mortes.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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