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Técnicos de enfermagem são presos após suspeita de assassinatos em hospital do DF

(Foto: TV Globo/reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, é investigado por administrar medicamentos, em altas doses, em pessoas internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para matá-las. Já Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, são investigadas por negligência e coautoria. 

Os crimes teriam ocorrido entre novembro e dezembro do ano passado e são investigados como homicídios qualificados. As investigações apontam que Marcos Vinícius teria aplicado substâncias indevidas diretamente na veia das vítimas, sem autorização médica, aproveitando-se de acessos internos do hospital.

Em ao menos um dos casos, também há indícios de uso de desinfetante por meio de seringa. A polícia apurou que os medicamentos eram administrados justamente em momentos de instabilidade clínica, o que provocava uma piora súbita e levava à morte dos pacientes. Para tentar afastar suspeitas, o técnico ainda realizava manobras de reanimação após as aplicações.

As vítimas identificadas até agora são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e outro de 33. Em pelo menos um dos casos, a família acreditava inicialmente que o óbito havia ocorrido por causas naturais, até ser informada posteriormente sobre a investigação criminal.

O hospital afirmou que percebeu padrões atípicos nos óbitos ocorridos na UTI e instaurou um comitê interno para análise. A partir dos indícios levantados, a própria instituição solicitou a abertura de inquérito policial, demitiu os profissionais envolvidos e comunicou as famílias. A direção informou ainda que colabora integralmente com as autoridades.

As prisões ocorreram no último dia 11, com cumprimento de mandados de busca em diferentes regiões do DF e no entorno. Uma segunda fase da operação resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos. A Polícia Civil agora amplia o alcance da investigação, com a reavaliação de cerca de 20 laudos de óbitos, para verificar se há outros casos semelhantes, inclusive em unidades de saúde onde os suspeitos também tenham trabalhado.

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal informou que abriu procedimentos para apurar eventual responsabilidade ética, enquanto as famílias cobram esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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