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Vereadora bolsonarista do Paraná elogia ditadura e defende generais golpistas

Segundo parlamentar, militares "não deixaram o Brasil ser comunista”
Giselle Bianchini (PP-PR): militares que derrubaram o presidente João Goulart teriam feito um “ótimo trabalho”.Foto: Câmara Municipal de Maringá

Uma vereadora bolsonarista de Maringá, no interior do Paraná, fez um discurso em sessão nesta quinta-feira (04) elogiando a ditadura militar instalada no Brasil em 1964, e os generais condenados e presos pela tentativa de golpe de estado no governo Bolsonaro.

“Ótimo trabalho”

Segundo Giselle Bianchini (PP-PR), os militares que derrubaram o presidente João Goulart teriam feito um “ótimo trabalho”. “E eu quero aqui também me solidarizar com todos os generais que estão presos neste momento, generais que fizeram um ótimo trabalho lá em 64, não deixou (sic) o Brasil se tornar comunista, pois lá João Goulart foi pra China de Mao Tsé Tung se aliar, nobres vereadores, para transformar o Brasil num país comunista”, afirmou a parlamentar.

“Mas graças a Deus, a família brasileira, a família de bem que defende os valores cristãos e também os generais da época que honravam a seus nomes, honraram as suas fardas, não deixaram o Brasil ser comunista”, ressaltou ela. A vereadora concluiu o discurso pedinto “anistia geral, ampla e irrestrita”.

“Patriotas”

A bolsonarista já foi acusada de liderar e organizar atos antes e durante o mandato, incluindo o grupo “Patriotas de Maringá” e a divulgação de vídeos pedindo “intervenção militar” no Brasil.

Em um evento patrocinado pelo grupo, ela subiu em um caminhão de som e defendeu abertamente que os militares destituíssem o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Giselle Bianchini é também autora de um projeto para incluir a Bíblia no currículo escolar de Maringá.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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