Zema volta a atacar o Bolsa Família e diz que vai acabar com o benefício para grande parte dos atendidos
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou neste domingo (04), durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que pretende promover mudanças no Bolsa Família caso seja eleito, pois o benefício está criando uma “geração de imprestáveis”.
A proposta, segundo ele, envolve revisão de critérios para evitar distorções no programa social e combater irregularidades no acesso ao benefício, dizendo que ele ajuda “marmanjões a ficarem em casa assistindo Netflix”, ao invés de procurar emprego.
Durante a entrevista, Zema disse que a assistência deve ser mantida para quem realmente necessita, mas defendeu maior rigor na concessão. Ele argumentou que há crescimento no número de beneficiários em idade ativa que, na avaliação dele, poderiam estar inseridos no mercado formal de trabalho.
O ex-governador também declarou que existem vagas com carteira assinada disponíveis e que parte da população optaria por permanecer fora do mercado formal enquanto recebe auxílio.
Como alternativa, o pré-candidato sugeriu a criação de mecanismos que incentivem a empregabilidade. Entre as ideias mencionadas está a oferta de oportunidades de trabalho aos beneficiários, com limitação no número de recusas para manutenção do benefício.
A intenção, segundo ele, é reduzir a dependência prolongada de programas sociais e estimular a qualificação profissional.
Zema também criticou o que chamou de estímulo à informalidade, afirmando que o modelo atual pode favorecer atividades sem vínculo formal, sem garantias trabalhistas e sem perspectiva de crescimento profissional ao longo dos anos.
As declarações geraram repercussão nas redes sociais, especialmente após outra fala recente, feita em um podcast, em que mencionou a possibilidade de jovens atuarem em atividades consideradas simples.
Diante das críticas, ele afirmou que defende a ampliação de oportunidades para adolescentes dentro das regras legais, como o programa de aprendizagem, e destacou a importância de conciliar trabalho, educação e proteção social.
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