Professora é afastada após associar Flávio Bolsonaro ao fascismo e dizer a alunos que eles morreriam
Uma professora da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada na quinta-feira (22) após afirmar a alunos de 11 anos que alguns deles morreriam caso o país vivesse um regime fascista e relacionar o regime a um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi gravada por câmeras de segurança da escola em 8 de outubro e divulgada após uma mãe denunciar que a filha voltou para casa chorando e assustada .
A docente afirmou que “a gente corre muito o risco de o país virar um fascismo” e, ao ser questionada por um aluno se seria a mesma coisa que Flávio Bolsonaro defende, responde: “Mesma coisa. É o que o Flávio Bolsonaro e os Bolsonaros querem fazer. Então, a gente corre o risco de entrar em uma era dessa, só de brancos e ricos” .
Em seguida, a professora aponta para os estudantes e diz quem sobreviveria ou não. “Ia sobreviver pouca gente. Você ia morrer, pois você é parda. Ela não, ele não, pois é loirinho de olho claro”, afirma. Quando uma criança pergunta se também morreria, ela responde: “Claro que iria, você está lá com um pezinho na senzala”. Ao ser questionada sobre o significado da palavra, a docente diz: “É onde você estava… morava, né?” .
A prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti (PL), divulgou o caso nas redes sociais e determinou a instauração de procedimento administrativo. A prefeitura afirmou que as falas provocaram “medo e abalo emocional” nas crianças e que “não compactua com qualquer tipo de discriminação” .
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar possíveis crimes de injúria racial, racismo, submissão de criança a vexame e difamação eleitoral. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e à Vara da Infância e Juventude .
A identidade da professora e da escola não foram divulgadas.
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