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Dia do Folclore Brasileiro é celebrado nesta sexta-feira

Apresentação do Boi Caprichoso na segunda noite do 57º Festival Folclórico de Parintins, no Bumbódromo, em 2024. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Dia do Folclore Brasileiro é comemorado em 22 de agosto, uma data criada para valorizar a riqueza das manifestações populares nacionais em todas as suas formas. O folclore do Brasil é um dos mais diversos do mundo, formado pela fusão de tradições indígenas, africanas e europeias, transmitidas de geração em geração.

Entre os elementos mais conhecidos estão as lendas populares, como as histórias do Saci Pererê, do Curupira, da Iara Mãe-d’Água, da Mula sem cabeça e do boto-cor-de-rosa, narrativas que ultrapassaram fronteiras regionais e se tornaram parte do imaginário de todo o país.

Mas o folclore brasileiro vai além: engloba cantigas, contos, artesanatos, ritmos musicais regionais, vestimentas típicas e ainda grandes festas tradicionais, como a Festa Junina, o Carnaval, o Bumba Meu Boi, o Círio de Nazaré e o Festival Folclórico de Parintins, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.

A origem da data


A palavra folklore surgiu em 1846, cunhada pelo escritor e arqueólogo inglês William John Thoms. Ele uniu os termos “folk” (povo, popular) e “lore” (saber, cultura) para designar o “saber tradicional de um povo”. Em referência a esse marco, o Brasil instituiu, em 1965, o Dia do Folclore Brasileiro, por meio do Decreto nº 56.747, assinado pelo presidente Humberto de Alencar Castello Branco.


Desde então, a data tem o objetivo de relembrar e valorizar o acervo de tradições populares e incentivar sua preservação e estudo, considerados essenciais para a formação da identidade cultural do país.


A riqueza das lendas e tradições


As lendas folclóricas brasileiras são um reflexo direto da diversidade cultural que moldou o país. O Saci Pererê, originário do Sul, simboliza a travessura e a astúcia. O Curupira, com seus pés virados, é o protetor das florestas. A Iara encanta pescadores com sua beleza e canto hipnótico, enquanto o boto-cor-de-rosa protagoniza histórias de sedução na região amazônica. Já a Mula sem cabeça remete a narrativas ibéricas trazidas pelos colonizadores, e que foram incorporadas ao imaginário nacional.


O folclore também se expressa nas manifestações musicais: frevo, maracatu, baião, jongo, carimbó, samba, fandango, forró, ciranda, catira, maculelê, entre tantos outros ritmos que traduzem o espírito popular e regional do Brasil.


Preservação


Atualmente, o país conta com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, criado em 1958 e vinculado ao Iphan desde 2003, responsável por pesquisar, preservar e promover as tradições folclóricas. Articulando ações de pesquisa, documentação, difusão e fomento, seu acervo, construído ao longo de mais de 60 anos, soma mais de 17 mil objetos, mais de 200 mil documentos entre livros, revistas, folhetos, filmes, vídeos, áudios e fotografias que não só representam ações de preservação da memória dessas expressões como também alimentam novas pesquisas e intervenções de promoção e fomento.

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Redação BFC

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