Parlamentares do Centrão que integram frentes parlamentares da Câmara Federal ligada aos patrões pretendem apresentar uma emenda propondo uma transição de 15 anos para o fim da escala de trabalho 6 X 1. Ou seja, caso essa emenda seja aprovada, a redução da jornada semanal só seria concluída em 2041.
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A tática dos bolsonaristas e deputados de direita é apresentar uma série de emendas para desfigurar a proposta do governo Lula, de redução imediata da jornada sem corte de salário, tornando a mudança inviável ou postergando-a ao máximo para derrubá-la lá na frente.
Diante dessa estratégia da oposição, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Guilherme Boulos, reafirmou, na terça-feira (12), que o governo Lula não aceitará uma transição longa para a implantação do benefício.
“A gente não aceita uma transição dessa natureza. Uma coisa é você botar 60 dias. Toda lei tem uma transição de um mês, dois meses, para passar a valer para os setores se organizarem. Outra coisa é você querer empurrar com a barriga, usar essa ideia de transição para jogar para frente. Isso o governo do presidente Lula não aceita e nós vamos lutar para que não seja aprovado dessa forma”, avisou Boulos.
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