Justiça Federal condena Jovem Pan a pagar R$ 1,58 milhão por veicular notícias falsas e incitar intervenção militar
A 6ª Vara Cível Federal de São Paulo condenou a Rádio Jovem Pan ao pagamento de R$ 1,58 milhão por danos morais coletivos devido à campanha de desinformação veiculada durante as eleições de 2022. A sentença da juíza federal Denise Aparecida Avelar caracterizou a conduta da emissora como “grave manipulação da liberdade de radiodifusão”.
Na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, ficou comprovado que a emissora veiculou sistematicamente informações falsas e incitações à desordem, contribuindo para o radicalismo que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O MPF pedia o cancelamento de três outorgas da rádio e indenização de R$ 13,4 milhões.
A juíza rejeitou a defesa da Jovem Pan, que alegava que a responsabilidade sobre o conteúdo seria exclusiva de “convidados” sem vínculo contratual. A análise da programação evidenciou que a figura do “comentarista” consistia em um “jogo de cartas marcadas”, com personagens previamente definidos para propagar um discurso específico.
“Embora o alinhamento editorial não constitua violação à legislação pertinente, é certo que as peculiaridades relacionadas à linha de pensamento então propagada flertavam com o extravasamento dos limites da liberdade de expressão e os princípios democráticos”, afirmou a magistrada.
A sentença destacou que a emissora “passou a investir de forma mais direta contra o processo eleitoral, no fomento à desestabilização social e na sugestão de ‘alternativas’ ao resultado eleitoral consolidado, incluindo a intervenção das Forças Armadas”.
A sentença destacou que a emissora “passou a investir de forma mais direta contra o processo eleitoral, no fomento à desestabilização social e na sugestão de ‘alternativas’ ao resultado eleitoral consolidado, incluindo a intervenção das Forças Armadas”.
A conduta foi enquadrada em várias hipóteses de abuso do Código Brasileiro de Telecomunicações, incluindo incitação à desobediência de decisões judiciais, propaganda de subversão da ordem política e social, e veiculação de notícias falsas com perigo para a ordem pública.
Apesar de reconhecer a gravidade das condutas, a juíza entendeu que o cancelamento das outorgas seria medida excessiva, devendo ser utilizada apenas como “ultima ratio”. O valor da indenização foi fixado em aproximadamente 1,5% do patrimônio líquido declarado pela emissora para 2024.
BookmarkContinue lendo
Novas mensagens com Vorcaro envolvem Nunes Marques, Mendonça e Fux no esquema do Master
Novas conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que vieram à tona nesta terça-feira (15), a proximidade do banqueiro com familiares e...
Brasil perde Amelinha Teles, voz incansável da democracia
A jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, morreu nesta terça-feira (15). Referência na resistência à ditadura...
Lula vence Flávio no 1º e no 2º turno, aponta nova CNT/MDA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial com 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% de Flávio Bolsonaro, aponta a nova pesquisa...
Nunes Marques deixa julgamento após filho aparecer em mensagens de Vorcaro
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de participar da sessão extraordinária desta terça-feira (15), convocada para avaliar se existem elementos...
Dino manda investigar ligação entre Banco Master e cemitérios de SP
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (15) novas investigações para detalhar possíveis irregularidades na concessão de cemitérios, crematórios e serviços...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





