Cachês milionários fazem prefeituras do Nordeste cancelarem Carnaval
O encarecimento acelerado dos cachês artísticos tem provocado um efeito dominó nas administrações municipais do Nordeste, especialmente às vésperas do Carnaval e do ciclo de festas juninas. Prefeitos de cidades pequenas e médias passaram a discutir uma reação conjunta diante de valores considerados incompatíveis com a realidade fiscal local, cenário que já resultou no cancelamento ou enxugamento de programações tradicionais.
No Ceará, municípios como Tauá, Caucaia e Jaguaretama decidiram suspender o Carnaval. Em Massapê, a prefeitura optou por reduzir drasticamente o evento, concentrando a programação em apenas um dia.
A avaliação entre gestores é de que os preços praticados por artistas e bandas cresceram em ritmo muito superior à inflação e às receitas municipais, pressionando orçamentos já fragilizados.
Segundo a Associação dos Municípios do Ceará, há casos em que o valor de um mesmo show mais que dobrou de um ano para o outro, tornando inviável a contratação. A entidade aponta que a ampliação do uso de recursos federais para financiar eventos, incluindo verbas oriundas de ministérios e emendas parlamentares, contribuiu para inflar o mercado.
Com mais cidades disputando as mesmas atrações e contratos firmados sem licitação, os cachês passaram a seguir a lógica da escassez, não da capacidade de pagamento dos municípios.
A preocupação não se restringe ao Ceará. No Rio Grande do Norte, Paraú cancelou a folia para direcionar recursos ao enfrentamento da seca, decisão semelhante à tomada por Santa Luzia, na Paraíba.
Na Bahia, uma comissão de prefeitos discutiu o tema com o Ministério Público estadual e firmou um termo de ajustamento de conduta para definir parâmetros de gastos no São João, buscando dar transparência e frear aumentos considerados desproporcionais.
Reuniões semelhantes também ocorreram na Paraíba, com a participação do Tribunal de Contas do Estado. A avaliação compartilhada entre as associações municipalistas é de que, sem coordenação regional, o aumento dos cachês tende a se espalhar entre estados, aprofundando a crise.
Dessa maneira, prefeitos já projetam 2026 como um ano de maior restrição fiscal, o que reforça a pressão por critérios mais rígidos na contratação de shows e pela priorização de despesas essenciais.
BookmarkContinue lendo
Eduardo Bolsonaro articula novas sanções dos EUA contra ministros do STF
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciaram nesta quarta-feira (16), em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo Donald Trump. A...
Flávio Bolsonaro já gastou R$ 55 milhões na campanha; empresário do agro é o maior doador
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), já gastou R$ 55.710.871,96 na campanha eleitoral, segundo dados oficiais declarados ao Tribunal Superior Eleitoral...
A 40 minutos de Curitiba, empreendimentos praticam o turismo responsável e a agricultura sustentável como ferramentas de segurança hídrica
Uma bacia que integra a tríade de mananciais responsável por abastecer de água uma parcela significativa de Curitiba e Região Metropolitana somada a um município que...
A 18 dias da eleição, Trump volta a atacar e diz que Brasil é “centro de distribuição de cocaína”
Faltando 18 dias para o primeiro turno das eleições, o governo Trump retomou, nesta quarta-feira (16), os ataques ao Brasil e ao governo Lula. Em comunicado...
Brasil invade o Grammy Latino 2026 com Anitta, Criolo e Marisa Monte
A Academia Latina da Gravação divulgou nesta quarta-feira (16) os indicados ao Grammy Latino 2026, que será realizado em 12 de novembro, em Las Vegas, nos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





