A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, enfrenta um dos episódios mais graves de enchente dos últimos anos. Desde a noite de segunda-feira (23), o temporal deixou sete mortos e duas pessoas desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. O número de famílias desalojadas e desabrigadas ainda está sendo levantado pela prefeitura.
Uma das vítimas é um homem, com idade estimada entre 45 e 55 anos, que sofreu descarga elétrica ao atravessar uma área alagada onde havia um fio energizado. As demais circunstâncias das mortes não foram detalhadas até o momento.
Em pouco mais de três horas, a cidade registrou cerca de 170 milímetros de chuva, volume considerado extremo. O Rio Ubá chegou a 7,82 metros na região central, provocando transbordamentos e alagamentos que atingiram bairros inteiros, estabelecimentos comerciais e prédios públicos.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o desabamento de imóveis na Avenida Cristiano Roças, no Centro, além de ruas completamente tomadas pela água durante a madrugada.
De acordo com os dados oficiais, foram atendidas ao menos 18 ocorrências, incluindo resgates e salvamentos. Quatro imóveis desabaram, sendo três na Avenida Cristiano Roças e um na Rua da Harmonia. Três pontes ficaram totalmente destruídas: a Ponte Major Siqueira, a da Rua dos Viajantes e a da Rua Nossa Senhora Aparecida.
Diante do cenário de destruição, a prefeitura decretou estado de calamidade pública nesta terça-feira (24). A enchente também comprometeu serviços essenciais de saúde. Estão temporariamente suspensos os atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas, na Policlínica Regional e na Equipe de Atenção Primária.
A administração municipal iniciou uma campanha para arrecadação de donativos, como alimentos não perecíveis, água, produtos de higiene, roupas e cobertores. As doações podem ser entregues na sede da Guarda Civil Municipal, na Secretaria de Desenvolvimento Social e na Câmara Municipal.
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