Depois de meses de conversas reservadas e especulações nos bastidores, o martelo foi batido: Fernando Haddad vai disputar o governo de São Paulo pelo PT em 2026. A decisão foi selada após uma nova rodada de diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando uma indefinição que se arrastava desde o fim do ano passado.
Desde dezembro de 2025, Lula vinha insistindo para que o atual ministro da Fazenda assumisse a candidatura no maior colégio eleitoral do país. O tema voltou à mesa em diferentes encontros, inclusive durante a viagem presidencial à Ásia. Até então, Haddad resistia. Publicamente e nos bastidores, repetia que seu plano era permanecer na articulação nacional e coordenar a campanha de reeleição do presidente.
A pressão interna no PT, no entanto, cresceu. Dirigentes tratavam a disputa em São Paulo como estratégica e viam no nome de Haddad a principal alternativa para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas, apontado desde já como favorito. No partido, a avaliação predominante era de que a candidatura do ministro era uma tarefa política incontornável.
A entrada de Haddad na corrida ocorre em um momento sensível para o Palácio do Planalto. Pesquisas recentes indicam avanço de Flávio Bolsonaro no cenário nacional, após ter sido lançado como pré-candidato da direita. O movimento acendeu um alerta no entorno de Lula e reforçou a necessidade de palanques fortes nos estados.
Nos bastidores, aliados discutem estratégias para ampliar a competitividade do petista em território paulista. Uma das hipóteses é mobilizar o vice-presidente Geraldo Alckmin, provável candidato à reeleição na chapa presidencial, para percorrer o interior do estado e fortalecer a campanha. A avaliação é que, embora comece atrás, Haddad pode crescer em um cenário nacionalizado.
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