A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma investigação para esclarecer a origem de vazamentos de informações sigilosas atribuídas aos celulares apreendidos durante as apurações conduzidas pelas autoridades.
O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (6) e se refere principalmente à divulgação de mensagens que teriam sido extraídas de aparelhos recolhidos no curso da investigação.
Segundo os advogados, conversas atribuídas ao empresário, algumas delas envolvendo autoridades públicas, começaram a circular na imprensa antes mesmo de a defesa ter acesso completo ao conteúdo dos dispositivos.
A equipe jurídica afirma que o espelhamento dos dados foi entregue apenas no início de março e que o material foi imediatamente lacrado, com registro formal e acompanhamento de representantes legais, justamente para garantir a preservação do sigilo das informações.
Apesar disso, nos dias seguintes surgiram reportagens divulgando supostas mensagens presentes nos aparelhos apreendidos. Diante da situação, a defesa pediu ao Supremo que determine a abertura de um inquérito para identificar quem teve acesso ao material e, eventualmente, pode ter sido responsável por repassar as informações.
Os advogados destacam que o objetivo da solicitação não é investigar profissionais de imprensa ou pessoas que tenham recebido os conteúdos, mas identificar possíveis falhas na custódia das provas por parte de quem tinha obrigação legal de manter os dados sob sigilo.
Parte das mensagens divulgadas envolve um suposto contato de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes no dia em que o banqueiro foi preso, em novembro de 2025. As conversas teriam ocorrido ao longo daquele dia e tratariam de negociações relacionadas à tentativa de reorganização do Banco Master.
A assessoria de Moraes informou que o ministro não recebeu as mensagens mencionadas e classificou as informações divulgadas como falsas.
Outros diálogos atribuídos a Vorcaro também vieram à tona recentemente em documentos ligados à CPI mista que investiga irregularidades envolvendo o INSS, incluindo mensagens nas quais ele comentaria reuniões políticas ocorridas antes da revelação pública do escândalo financeiro.
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