Diarista agredida por PM de Tarcísio recebe apoio de deputados na Assembleia de SP
Agredida covardemente por policiais militares de São Paulo ao tentar cobrar o pagamento pelos dias trabalhados em um escritório da avenida Paulista, a diarista Jussara Bonfim Silva, recebeu, nesta quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa, a solidariedade da deputada Ediane Maria (PSOL) e do deputado Eduardo Suplicy (PT).
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Violência desmedida
Ediane Maria denunciou o caso como uma “violência desmedida” e levou Jussara para ser ouvida em instâncias governamentais e no plenário da Assembleia. “Estar com a Jussara aqui hoje é, primeiro, para que esta Casa reconheça o trabalho que é invisibilizado e que é composto majoritariamente por mulheres — negras, nordestinas – que vêm para cá e que, infelizmente, assim como a Jussara, somos vítimas de trabalho análogo à escravidão. Mulheres que não têm registro em carteira, que, assim como a Jussara, foi reivindicar o seu direito, inclusive de diárias trabalhadas, e acabou saindo de lá presa”, destacou a deputada.
No último dia 10, Jussara foi a um escritório na Avenida Paulista para cobrar o pagamento de dias trabalhados e tratar de sua rescisão. Houve uma divergência sobre os valores, e ela afirmou ter sido induzida a assinar documentos sem receber o que era devido.
Humilhação
Os funcionários da empresa chamaram a PM. Jussara, então, foi imobilizada e algemada por vários policiais homens. A ação aconteceu diante de sua filha de cinco anos, e de sua sobrinha, que ficaram desesperadas. Ela foi colocada à força no camburão da viatura, mesmo sob protestos de testemunhas que filmavam a cena.
O caso foi registrado no 78º DP como dano e ameaça contra a diarista. A defesa de Jussara busca a responsabilização dos policiais pelo uso excessivo da força e denunciam o viés de racismo institucional na abordagem.
Jussara relatou em entrevistas que se sentiu “humilhada” e “tratada como bandida”, e que sua filha ficou traumatizada com o episódio.
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