Deputados do PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, cobravam propina de 25% sobre o valor das emendas parlamentares ao Orçamento Federal para liberar o dinheiro para os municípios aos quais os recursos eram destinados.
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As provas estão no processo que começa a ser julgado nesta terça-feira (10) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura o esquema de corrupção operado por três parlamentares da legenda: Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gil (PL-MA).
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).
Entre as provas está um vídeo de outubro de 2020 em que Maranhãozinho aparece retirando maços de dinheiro de uma caixa e os conferindo. Em um dos momentos, ele guarda um maço de notas embaixo de uma bolsa.
Segundo a PF, o dinheiro era fruto direto da propina paga por prefeituras que recebiam suas emendas.
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