A Polícia Federal iniciou, na sexta-feira (24), uma ação coordenada para interromper duas frentes de fraude que vinham atingindo sistemas da Receita Federal e da Caixa Econômica Federal. A operação foi executada em Teresina, com o cumprimento de três mandados judiciais em imóveis associados aos alvos da investigação.
Os levantamentos indicam que um dos esquemas girava em torno da criação de registros inexistentes nos bancos de dados oficiais. Para isso, os suspeitos teriam recorrido à falsificação de documentos e à manipulação de informações sensíveis, como dados biométricos, com o objetivo de obter cadastros válidos no sistema tributário. Esses registros eram usados posteriormente para dar suporte a outras práticas ilegais.
A outra linha de apuração envolve operações fraudulentas relacionadas a crédito consignado. De acordo com a investigação, os envolvidos apresentavam comprovantes de renda adulterados para simular vínculos com o serviço público municipal e, assim, viabilizar a liberação de empréstimos.
Parte dos valores obtidos teria sido concentrada por uma intermediária que atuava na formalização das operações financeiras. O caso começou a ser investigado após órgãos de controle identificarem inconsistências em registros e operações. A partir daí, análises técnicas aprofundaram as suspeitas e embasaram os pedidos judiciais cumpridos nesta etapa.
A Polícia Federal segue examinando os materiais recolhidos durante as buscas. A expectativa é esclarecer a extensão dos esquemas e identificar outros participantes. Os investigados podem ser responsabilizados por crimes como falsificação de documentos e fraude contra instituições públicas.
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