Presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto admitiu, nesta segunda-feira (30), que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pode ser nomeado ministro das Relações Exteriores do Brasil em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), na eleição para a Presidência da República.
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A declaração foi dada por Waldemar em evento promovido pelo grupo Lide Empresarial, em São Paulo, em resposta ao empresário Basílio Jafet. Na pergunta, Jafet questionou o que chamou de “recaídas” de Flávio Bolsonaro, diante da tentativa do candidato de extrema-direita em se apresentar como um político “moderado”.
“Ele (Flávio Bolsonaro) se coloca como moderado. Mas acontecem algumas recaídas. Como, poxa vida, ‘meu irmão talvez seja o ministro das Relações Exteriores’. Isso é algo que nos assusta. Entre outras. E aqueles dissensos, não digo no seio do partido, mas no seio familiar, também onde parece que nem tudo são flores. Isso nos deixa bastante temerosos de que algo aconteça durante a campanha, e de repente, a gente fique muito longe dos resultados almejados”, perguntou o empresário.
Apesar do medo esboçado por Jafet, Waldemar não só não negou a possibilidade de indicação de Eduardo para o cargo de chanceler brasileiro, como afirmou que ela depende da vitória eleitoral de Flávio, e disse que para isso, é preciso que o Clã se entenda e acabe com suas brigas internas.
“Eles têm problema na família, é lógico. Mas nós vamos ter que resolver todos”, prometeu.
“Se nós não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo Bolsonaro não volta mais para o Brasil. Nós temos que ganhar as eleições”, afirmou o dirigente.
Sanções
Vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro foi o principal responsável por articular sanções do governo Trump contra as exportações brasileiras, causado um prejuízo bilionário para a economia do País, com reflexo na perda de empregos e renda de diversos setores.
As sanções só foram suspensas após negociação direta entre o presidente Lula e o governante estadunidense, apesar dos esforços contrários de Eduardo, que acabou tendo o mandato cassado por excesso de faltas às sessões da Câmara.
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