O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também se coloca como pré-candidato ao Planalto, assinou peças de defesa em processos envolvendo policiais militares acusados de homicídio no Rio de Janeiro. Um dos casos mais sensíveis é o do cabo Bruno Dias Delaroli, denunciado pela morte da menina Ana Clara Machado, de 5 anos, durante uma ação policial em Niterói, em 2021. As informações foram divulgadas pelo portal ICL Notícias.
Segundo a acusação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o disparo que atingiu a criança partiu do fuzil do PM e foi feito em direção a uma área residencial. Testemunhas afirmaram que moradores tentaram alertar os agentes, mas os tiros continuaram.
A promotoria também sustenta que não houve confronto armado no local, versão reforçada por perícia e depoimentos colhidos durante a investigação.
Delaroli chegou a ser preso, mas responde em liberdade após decisão judicial que substituiu a prisão por medidas cautelares. A defesa, da qual Flávio Bolsonaro fez parte, tentou levar o caso para fora do tribunal do júri por meio de recurso ao Superior Tribunal de Justiça, sem sucesso. Com a negativa, o processo segue para julgamento popular, sem possibilidade de novos recursos.
O senador também atuou em outro episódio envolvendo policiais acusados de execução, desta vez no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio. A denúncia aponta que quatro homens foram mortos em uma ação caracterizada como emboscada. Novamente, a defesa buscou reverter a ida do caso ao júri, mas não obteve êxito.
Além da atuação jurídica, Flávio Bolsonaro aparece citado em investigações recentes no Congresso. Um relatório alternativo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS pede seu indiciamento por conexões com pessoas investigadas.
O parlamentar mantém registro ativo na Ordem dos Advogados e abriu escritório em Brasília em 2021, podendo exercer a profissão com restrições previstas na legislação.
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