O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) a pagar uma indenização de R$ 20 mil à ex-ministra e deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) por danos morais decorrentes de ataques misóginos.
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Em março de 2025, Gayer publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter) no qual comparava Gleisi a uma “garota de programa”.
Embora a defesa de Gayer tenha alegado imunidade parlamentar e liberdade de expressão — argumento que chegou a ser aceito em primeira instância —, o Tribunal reveu a decisão. O desembargador Alfeu Machado afirmou que a linguagem utilizada foi “chula, sexualizada e desprovida de conteúdo político”.
O magistrado destacou que as falas configuram uma forma grave de violência institucional, pois reduziram uma mulher com carreira política consolidada a um estereótipo sexual degradante, baseando a crítica no gênero e não na atuação pública da parlamentar.
Retratação
Gleisi e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) comemoraram a decisão, classificando-a como uma vitória “didática” para as mulheres na política e um recado claro contra a misoginia. Além da multa, a condenação impõe que o deputado se retrate pelas ofensas proferidas.
“A misoginia tem que ser crime, criminalizada. Porque misoginia é ódio contra a mulher, é desprezo contra a mulher, e isso leva à morte, com vários feminicídios como nós estamos vendo hoje em dia no Brasil”, destacou Gleisi.
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