Por enquanto o tema é tratado com sigilo, mas na grande imprensa brasileira já começam a aparecer alguns dos pontos do programa de governo do pré-candidato da extrema-direita à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). E uma das primeiras propostas do grupo é o congelamento das aposentadorias do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Na prática, isso significa que as pessoas que dependem da aposentadoria pública e do BPC para sobreviverem, passariam a receber menos do que o salário mínimo pago aos trabalhadores da ativa.
Ou seja, seriam atingidos justamente os mais pobres. No Brasil, 62,5% do total de segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou 22 milhões de pessoas, recebem o piso previdenciário, atualmente em R$ 1.621,00.
Outras 6 milhões recebem o BPC, que é um auxílio assistencial garantido pela Constituição. Recebem esse benefício pessoas com 65 anos ou mais, que não conseguem arcar com a própria subsistência ou da família, além de Pessoas Com Deficiência (PCD) de qualquer idade.
Silêncio
Reportagem da Folha de SP de segunda-feira (21) confirmou que a equipe responsável pelo programa de governo de Flávio Bolsonaro pretende congelar não só os valores da aposentadoria do INSS e do BPC, como também as verbas para saúde e educação.
A ordem, por enquanto, é não divulgar oficialmente esses planos para evitar a repercussão negativa que isso teria entre os mais pobres.
Bookmark“A equipe do presidenciável não fala abertamente sobre as possíveis medidas, e um anúncio do esboço de um plano programado para o final de março foi abortado. Com Flávio hoje empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, segundo o Datafolha, a equipe considera que a divulgação daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação”, revelou o jornal.
