Para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o aumento do endividamento dos trabalhadores brasileiros é motivado pelo altos juros e pela febre das apostas esportivas. Em entrevista ao Brasil Fora da Caverna, Boulos disse que o aperto financeiro acaba anulando a percepção das famílias em relação aos indicadores econômicos positivos sobre emprego e renda do governo Lula.
- Para Boulos, era de polarização política veio para ficar
- Boulos confia em aprovação do fim da 6 X 1 “sem enrolação” e “pra já”
- Pré-candidato de Bolsonaro ao Senado pelo Paraná, deputado reeditou emenda “Bolso Master” de Ciro Nogueira na Câmara
“O trabalhador não sente isso. No fim do mês ele tá tendo a mesma dificuldade. Porque isso que entrou por um lado, a dívida tá drenando do outro. Então esse cara que tá ganhando melhor, que tem mais emprego, que tem melhores condições do que ele tinha no governo Bolsonaro também tá endividado pra caramba e tem a mesma dificuldade pra fechar a conta no fim do mês”, considera.
Para Boulos, a taxa de juros brasileira é “um crime”.
“Vou dar um exemplo, podia ser qualquer outro, mas pega o Santander. Para a mesma linha de crédito pessoal, pessoa física, mesmas condições, o Santander cobra na Espanha 3% de juro ao ano e no Brasil 65%”, explica.
“Você tem um juro escorchante e essa praga das bets que também está endividando a classe trabalhadora. Na verdade, as mulheres estão sendo penalizadas. Porque o homem joga via de regra, às vezes joga escondido da mulher. Teve pesquisa que mostrou isso. O homem joga escondido da mulher e compromete o orçamento familiar”, afirma.
Bookmark