O vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro provocou desgaste nas redes sociais e ampliou a pressão digital sobre o entorno bolsonarista ao longo da última semana.
Levantamento da empresa Palver aponta que a repercussão negativa superou as tentativas de defesa organizadas por apoiadores do parlamentar após a divulgação de conversas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso ganhou força depois que reportagens revelaram diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre parcelas do financiamento da obra audiovisual.
Na sequência, novas informações colocaram o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro no centro das discussões, após a divulgação de detalhes sobre contratos ligados ao orçamento do filme e movimentações financeiras envolvendo um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos.
Segundo a Palver, empresa que monitora mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, o tema dominou as conversas políticas desde o dia 13 de maio, quando os áudios vieram a público. O sobrenome “Vorcaro” apareceu em quase metade das mensagens relacionadas à família Bolsonaro.
Embora grupos bolsonaristas tenham reagido rapidamente para defender Flávio, os conteúdos críticos tiveram predominância no ambiente digital. Parte das publicações tentou associar o episódio a suspeitas de irregularidades financeiras e retomou termos ligados a investigações antigas envolvendo o clã Bolsonaro.
Também cresceram pedidos de investigação, abertura de CPI e cobranças por esclarecimentos sobre o destino dos recursos mencionados nas reportagens.
A crise ainda atingiu o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que publicou um vídeo crítico ao senador e passou a ser alvo de ataques de bolsonaristas. Em menos de 24 horas, as menções negativas ao pré-candidato presidencial dispararam nos grupos monitorados.
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