Documentos e mensagens obtidos e divulgados em nova reportagem do site The Intercept Brasil nesta sexta-feira (15) revelam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assinou um contrato para atuar como produtor-executivo do filme “Dark Horse” (ou “Dark House”), sobre Jair Bolsonaro. A função descrita no contrato conferia a Eduardo poderes diretos sobre a gestão financeira e estratégica do projeto.
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Os fatos desmontam a versão apresentada por Eduardo na quinta-feira (14), em suas redes sociais — onde ele afirmou ter apenas cedido sua imagem sem exercer cargos de gestão.
O contrato assinado digitalmente em janeiro de 2024 o coloca em uma posição de comando. Ele teria atribuições como captar investimentos, identificar fontes de patrocínio e incentivos fiscais, além de acompanhar cronogramas e projeções de orçamento.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) também aparece listado como produtor-executivo no mesmo documento. Os documentos apontam que Eduardo teria dado orientações sobre o envio de dinheiro para os Estados Unidos, em negociações que envolveriam seu irmão, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Vorcaro.
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