Mesmo apresentando redução nos últimos anos, o contingente de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham e também não participam de cursos de formação profissional continua elevado. Dados divulgados na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 8,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos estavam nessa condição em 2025.
O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação e revela que esse grupo representa 17,5% da população nessa faixa etária, estimada em 46,6 milhões de pessoas. Apesar do número expressivo, o índice é o menor registrado desde 2019, quando a taxa alcançava 22,4%.
A pesquisa indica uma trajetória de queda contínua ao longo dos últimos anos, refletindo mudanças no cenário educacional e no mercado de trabalho. Especialistas apontam que a ampliação da oferta de ensino técnico e de programas de qualificação alinhados às necessidades das empresas pode contribuir para reduzir ainda mais esse contingente.
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As desigualdades sociais permanecem evidentes nos dados. Entre as mulheres de 15 a 29 anos, 22,8% estavam fora da escola, da qualificação profissional e do emprego. Entre os homens, o percentual ficou em 12,4%. Fatores como responsabilidades domésticas e maternidade aparecem entre as razões que ajudam a explicar essa diferença.
O recorte racial também mostra disparidades. Jovens pretos e pardos registraram percentual de 19,8% nessa condição, acima dos 14% observados entre jovens brancos.
Segundo o IBGE, a maior parcela dos brasileiros nessa faixa etária, equivalente a 40,8%, trabalha, mas não estuda nem participa de cursos de capacitação. Outros 25% dedicam-se exclusivamente aos estudos ou à qualificação profissional, enquanto 16,6% conseguem conciliar trabalho e formação.
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