O mercado de trabalho formal brasileiro alcançou um novo patamar no início de 2026. Dados divulgados na quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país chegou a 62,2 milhões de vínculos empregatícios ativos em fevereiro, resultado que representa crescimento de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento aponta a criação de mais de 2,1 milhões de postos formais em doze meses.
O principal destaque do balanço foi a expansão do setor público, que registrou ritmo de crescimento superior ao observado entre os trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O número de agentes públicos aumentou mais de 8% no período, impulsionado principalmente por admissões temporárias realizadas no começo do ano. Já os empregos com carteira assinada avançaram de forma mais moderada.
Segundo o levantamento, entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, o estoque de trabalhadores formais aumentou em quase 1,4 milhão de pessoas. Parte desse movimento é atribuída ao comportamento tradicional do mercado nos primeiros meses do calendário, quando diversos segmentos retomam atividades e reforçam equipes após o período de férias e recesso.
Regionalmente, Norte, Nordeste e Centro-Oeste lideraram o crescimento proporcional dos vínculos formais. Em números absolutos, Minas Gerais e São Paulo concentraram a maior quantidade de novas vagas registradas.
Outro dado relevante foi o avanço da participação feminina no mercado de trabalho. O total de mulheres empregadas formalmente cresceu em ritmo superior ao dos homens, ampliando sua presença no conjunto dos trabalhadores com vínculo ativo. Também houve aumento expressivo entre jovens de 18 a 24 anos e entre trabalhadores pretos, pardos e indígenas.
Apesar do cenário positivo para o emprego, o governo informou ter identificado inconsistências em informações salariais enviadas por empregadores. Diante das divergências, a União decidiu revisar os registros antes da divulgação de novos dados sobre remuneração, mantendo disponíveis apenas as estatísticas salariais consolidadas até dezembro de 2025.
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