O mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar sinais de fortalecimento e atingiu, em maio, o menor índice de desemprego já registrado para o período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A taxa de desocupação ficou em 5,6%, abaixo dos 5,8% observados no trimestre encerrado em abril e também inferior aos 6,2% registrados no mesmo mês do ano passado.
Os dados divulgados na sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o número de brasileiros sem trabalho permaneceu praticamente estável na comparação com o trimestre anterior, passando de 6,2 milhões para 6,1 milhões de pessoas.
Na comparação anual, porém, a redução foi significativa: cerca de 624 mil pessoas deixaram a condição de desemprego, o que representa uma queda de 9,3%. O desempenho reforça a continuidade do aquecimento do mercado de trabalho, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor variação nos indicadores.
A leitura dos dados aponta que empresas seguem ampliando a contratação de trabalhadores à medida que se aproxima o segundo semestre, sustentando um cenário favorável para a geração de empregos.
O contingente de pessoas ocupadas também cresceu. Em maio, o país alcançou 102,7 milhões de trabalhadores empregados, com aumento de 558 mil vagas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 840 mil pessoas inseridas no mercado de trabalho.
A pesquisa ainda mostra estabilidade na remuneração média dos trabalhadores frente ao trimestre anterior. O rendimento real habitual ficou em R$ 3.726, mas apresentou crescimento de 4% em relação ao registrado um ano antes.
Já a massa de rendimentos, que representa a soma dos salários recebidos pelos trabalhadores, permaneceu praticamente inalterada no trimestre, alcançando R$ 377,7 bilhões, embora também tenha registrado avanço na comparação anual, refletindo o aumento da ocupação e da renda no país.
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