Uma auditoria do governo interino do Rio de Janeiro revelou um amplo esquema de servidores que recebiam salários sem trabalhar. Em apenas 20 dos 78 órgãos analisados, 78% dos casos investigados envolviam “funcionários fantasmas”, evidenciando um rombo milionário aos cofres públicos.
O levantamento da Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) e do Gabinete de Segurança Institucional aponta que, na Secretaria do Trabalho e Renda, cerca de 80% dos cargos de confiança eram ocupados por pessoas que sequer registravam presença. Denúncias indicam que o esquema contava com a participação de integrantes da cúpula da gestão.
Mais de 4 mil servidores já foram exonerados, e outras 2 mil demissões podem ocorrer à medida que a auditoria avance. Segundo a CGE-RJ, os funcionários fantasmas afastados consumiam cerca de R$ 16,7 milhões por mês em recursos públicos.
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