A retirada da estrutura de segurança destinada à ex-primeira-dama Analine Castro e aos dois filhos do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, começou a ser implementada pelo governo estadual após determinação da Justiça fluminense.
A medida foi adotada depois que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou irregular a ampliação do benefício para familiares do ex-chefe do Executivo.
O esquema de proteção incluía três veículos blindados e um efetivo de 24 policiais militares, distribuídos em escalas para garantir acompanhamento permanente. A suspensão ocorre semanas após o Órgão Especial do tribunal analisar dispositivos de um decreto editado durante a gestão de Castro e concluir que parte das regras ultrapassava os limites previstos na legislação estadual.
A decisão judicial atingiu exclusivamente a cobertura oferecida à ex-esposa e aos filhos do ex-governador. Cláudio Castro, por sua vez, continuará contando com escolta oficial, conforme previsão legal que assegura proteção a ex-ocupantes do cargo por um período determinado após o fim do mandato.
O tema ganhou repercussão em razão do tamanho da estrutura disponibilizada aos familiares do ex-governador e dos custos envolvidos na operação. Estimativas apontavam que a manutenção do aparato de segurança vinculado ao ex-chefe do Executivo poderia alcançar aproximadamente R$ 900 mil por mês.
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