Salvador será palco, entre os dias 1º e 3 de julho, da primeira edição do NZO OLORIN – Festival Nacional de Música de Terreiro, iniciativa que pretende destacar a riqueza cultural das tradições de matriz africana por meio de apresentações artísticas, atividades formativas e debates.
Com entrada gratuita, o evento será realizado em diferentes espaços do Centro Histórico, incluindo o Pelourinho, e deve reunir cerca de 5 mil participantes ao longo dos três dias. Promovido pelo Ministério da Igualdade Racial em parceria com o Governo da Bahia, o festival reunirá 15 atrações vindas das cinco regiões brasileiras, representando comunidades tradicionais e grupos ligados aos povos de terreiro.
A programação foi organizada para ampliar a visibilidade da produção artística desses segmentos e fortalecer a preservação de práticas culturais transmitidas entre gerações. A cerimônia de abertura está marcada para 1º de julho, às 17h30, no Largo Quincas Berro D’Água, com a participação da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros. Na primeira noite, o público acompanhará apresentações de artistas e coletivos de Pernambuco, Rio Grande do Sul, Maranhão e Bahia.
Além dos espetáculos musicais, o festival contará com oficinas, painéis e seminários voltados a temas como patrimônio afro-brasileiro, protagonismo da juventude negra, economia criativa e valorização dos conhecimentos ancestrais. Também estão previstas homenagens a importantes guardiões das tradições musicais dos terreiros, reconhecendo sua contribuição para a manutenção desse patrimônio cultural.
As atividades acontecerão em locais como o Espaço Cultural da Barroquinha, Escola de Dança da Funceb, Casa da Igualdade Racial, Largo Tereza Batista, Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba e o próprio Largo Quincas Berro D’Água. Enquanto os shows poderão ser acompanhados livremente, sem necessidade de ingresso, as oficinas e os painéis exigem inscrição prévia, disponível pela plataforma Sympla.
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