Uma pesquisa divulgada no domingo (28) revelou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem avaliação positiva entre os brasileiros que não se identificam nem com o PT nem com o bolsonarismo.
O levantamento, realizado pelo Instituto Genial/Quaest e publicado pelo jornal O Globo, mostra que, dentro desse grupo, que representa 27% do eleitorado, 51% aprovam a administração federal, enquanto 40% manifestam desaprovação. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.
O estudo foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho e aponta que esse segmento tende a ser decisivo nas disputas eleitorais por não apresentar vínculos ideológicos consolidados. Segundo a análise do instituto, trata-se de um público que costuma definir seu posicionamento a partir de fatores práticos do cotidiano, especialmente questões relacionadas à economia, o que pode alterar sua percepção sobre o governo ao longo dos próximos meses.
A pesquisa também identificou diferenças importantes quando os entrevistados são separados por gênero. Entre as mulheres, a rejeição ao bolsonarismo supera a resistência ao presidente Lula. Nesse grupo, 35% declararam posição contrária ao movimento ligado ao ex-presidente, enquanto 25% disseram rejeitar o atual governo. Já 27% afirmaram não se alinhar a nenhum dos dois polos políticos.
Entre os homens, o cenário aparece mais equilibrado. O percentual dos que se dizem antipetistas chegou a 32%, enquanto 29% declararam rejeição ao bolsonarismo. Outros 26% afirmaram não ter identificação com nenhum dos dois grupos políticos. Em ambos os públicos, cerca de 10% disseram reprovar simultaneamente o PT e o bolsonarismo, e aproximadamente 3% não responderam.
O levantamento ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na gravação, ela relata divergências internas envolvendo lideranças da família Bolsonaro após questionar uma articulação política no Ceará.
Segundo Michelle, integrantes do grupo minimizaram sua participação nas decisões partidárias, episódio que amplia a exposição pública das disputas internas no campo bolsonarista justamente em um momento de atenção voltada ao eleitorado feminino e aos brasileiros sem alinhamento político definido.
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