Investigação da Polícia Federal no âmbito da “Operação Transparência” aponta que o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, liderou um esquema que teria desviado pelo menos R$ 1192 milhões de verbas públicas por meio de emendas parlamentares entre junho de 2024 e março de 2026. Diante dos indícios, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou, no último dia 6, o bloqueio de bens de Valdemar nesse valor e a suspensão imediata dos pagamentos dessas emendas. A decisão veio à tona nesta sexta-feira (10).
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A acusação de associação criminosa e desvio de finalidade baseia-se em mensagens e áudios flagrados no celular de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e apontada como peça-chave do esquema. Segundo a PF, mesmo sem mandato, Valdemar utilizava servidores da Câmara como intermediários em um “arranjo funcional informal” para operar suas cotas privadas.
Os diálogos interceptados revelam o controle e a rotina do dirigente sobre o direcionamento do dinheiro público, incluindo controle de cotas e negociações de valores. Mensagens trocadas por assessores como Nara Benedetti, da liderança do PL, citavam o andamento de planilhas e cadastros de emendas carimbadas como “do Valdemar” ou “do VCN”.
Em agosto de 2025, Garigham Amarante, assessor que atuava como emissário direto do dirigente, combinou com Tuca o repasse de cifras vultosas: “Fechou o valor do Pres Valdemar?”, perguntou, reforçando o pedido de direcionamento de recursos: “Pode colocar o máximo que der. Ele tá querendo Turismos”. O valor fechado para aquela ocasião foi de R$ 24 milhões, de acordo com a investigação.
A PF concluiu que o grupo atuava ativamente processando planilhas clandestinas e remanejando emendas para executar e ocultar os crimes de peculato, ou desvio de dinheiro público.
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