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Salvador vai receber festival que celebra a força e a arte de mulheres negras

(Foto: Íris/Divulgação)

Artistas negras de todo o país já podem disputar uma vaga na sexta edição do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras. As inscrições são gratuitas e ficam abertas até 12 de julho. O evento será realizado entre os dias 7 e 15 de agosto, em Salvador, com apresentações e atividades distribuídas por diferentes espaços culturais da cidade.

Voltado às artes cênicas, o festival vai selecionar dez espetáculos protagonizados exclusivamente por mulheres negras. A proposta da edição de 2026 gira em torno do tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”, destacando a importância da ancestralidade, da memória, do cuidado e da resistência como elementos centrais da produção artística.

Idealizado por atrizes baianas, o projeto foi criado para ampliar a presença e a visibilidade de mulheres negras no teatro e em outras linguagens cênicas. Ao longo dos anos, o festival tornou-se um espaço de fortalecimento da produção cultural, incentivando o intercâmbio entre artistas de diferentes estados e promovendo novas oportunidades de circulação para os espetáculos.

Podem participar grupos, coletivos, produtoras e artistas independentes de qualquer região do Brasil. Um dos critérios é que as montagens tenham apenas mulheres negras no elenco, incluindo participantes cis e trans. Cada atriz poderá cadastrar até dois trabalhos, desde que cada espetáculo tenha pelo menos 40 minutos de duração e comprove dois anos ou mais de atividade artística.

A escolha das produções ficará sob responsabilidade de uma comissão formada por três profissionais da área. Além das apresentações em Salvador, os grupos selecionados também desenvolverão oficinas gratuitas destinadas à comunidade e a estudantes da rede pública, além de integrarem encontros para compartilhar experiências sobre criação, pesquisa e trajetória profissional.

A programação ocupará locais como o Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Casa da Música, Pátio Iyá Nassô, unidades do projeto Boca de Brasa e escolas da capital baiana. O festival conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo da Bahia e a Secretaria de Cultura do Estado.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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