O Pentágono anunciou na segunda-feira (3) a criação de uma nova força-tarefa conjunta de combate ao narcotráfico na América Latina. A medida busca ampliar as ações dos Estados Unidos contra organizações criminosas na região, em um momento em que operações militares mais intensas têm levantado questionamentos entre especialistas em direito internacional.
A Defesa dos Estados Unidos afirmou que a missão da nova unidade será “esmagar os cartéis, deter o veneno e manter a América segura”. De acordo com o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (SOUTHCOM), a iniciativa pretende integrar militares estadunidenses, agências federais e países parceiros em uma estratégia conjunta de enfrentamento ao crime organizado transnacional.
A criação da unidade ocorre após uma série de ações militares dos Estados Unidos contra embarcações no Caribe. O governo americano, porém, não apresentou detalhes sobre as evidências utilizadas para identificar os alvos, nem informou quais armamentos ou recursos foram empregados nas operações. Também não divulgou a quantidade de drogas que as embarcações supostamente transportavam.
As ações provocaram críticas de especialistas jurídicos, incluindo ex-advogados militares, que questionam a justificativa apresentada pelo governo do presidente Donald Trump para realizar ataques letais contra suspeitos de narcotráfico no mar, em vez de realizar prisões.
Ainda não está claro se a criação da força-tarefa ampliará os poderes das tropas estadunidenses que atuam na América Latina. A medida ocorre em meio à possibilidade levantada pelo governo Trump de realizar operações contra locais suspeitos de ligação com o tráfico de drogas na Venezuela.
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