EUA deslocam drones de guerra da África para a América do Sul
Os Estados Unidos planejam transferir drones MQ-9 Reaper atualmente empregados na África para o comando militar responsável pela América do Sul, em meio à expansão de operações antidrogas e antiterrorismo no continente. A movimentação reforça a prioridade atribuída pelo governo norte-americano à proteção do hemisfério ocidental e à cooperação armada com países da região.
A quantidade de aeronaves envolvidas ainda não foi definida, mas a maior parte dos equipamentos disponíveis no comando africano poderá ser deslocada. Capazes de realizar missões de vigilância, coleta de informações e ataques de precisão, os drones devem apoiar ações planejadas em parceria com governos sul-americanos.
O Equador aparece entre os possíveis destinos, após iniciar neste ano operações conjuntas com forças norte-americanas contra grupos classificados como terroristas. Parte dos equipamentos também poderá ser encaminhada ao Oriente Médio, onde perdas registradas durante o conflito com o Irã reduziram a capacidade operacional dos Estados Unidos.
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A retirada dos drones da África provoca preocupação diante do avanço de organizações como Estado Islâmico e al-Shabaab, favorecidas pela redução da presença militar norte-americana. Embora o combate a esses grupos deva continuar, a diminuição dos recursos disponíveis pode dificultar missões de inteligência e ofensivas realizadas no continente.
O reforço na América Latina amplia uma mobilização iniciada no ano passado, quando drones, caças F-35 e uma aeronave AC-130 foram enviados ao Caribe. Desde então, ataques norte-americanos contra embarcações apontadas como integrantes do narcotráfico mataram ao menos 230 pessoas, sem comprovação de impacto duradouro sobre o comércio regional de drogas.
Nas últimas semanas, os militares passaram a interceptar barcos, retirar as tripulações e entregá-las a países parceiros antes de destruir as embarcações. A estratégia acompanha acordos com Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica, Colômbia e Panamá, mas não encerrou os ataques letais, incluindo uma ação realizada no Caribe em 9 de setembro.
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