EUA deslocam drones de guerra da África para a América do Sul
Os Estados Unidos planejam transferir drones MQ-9 Reaper atualmente empregados na África para o comando militar responsável pela América do Sul, em meio à expansão de operações antidrogas e antiterrorismo no continente. A movimentação reforça a prioridade atribuída pelo governo norte-americano à proteção do hemisfério ocidental e à cooperação armada com países da região.
A quantidade de aeronaves envolvidas ainda não foi definida, mas a maior parte dos equipamentos disponíveis no comando africano poderá ser deslocada. Capazes de realizar missões de vigilância, coleta de informações e ataques de precisão, os drones devem apoiar ações planejadas em parceria com governos sul-americanos.
O Equador aparece entre os possíveis destinos, após iniciar neste ano operações conjuntas com forças norte-americanas contra grupos classificados como terroristas. Parte dos equipamentos também poderá ser encaminhada ao Oriente Médio, onde perdas registradas durante o conflito com o Irã reduziram a capacidade operacional dos Estados Unidos.
- Trump acusa perseguição racial contra brancos e pune cidadãos sul-africanos
- Governo Trump fez 21 exigências ao Brasil para negociar tarifaço em 2025
- A 18 dias da eleição, Trump volta a atacar e diz que Brasil é “centro de distribuição de cocaína”
A retirada dos drones da África provoca preocupação diante do avanço de organizações como Estado Islâmico e al-Shabaab, favorecidas pela redução da presença militar norte-americana. Embora o combate a esses grupos deva continuar, a diminuição dos recursos disponíveis pode dificultar missões de inteligência e ofensivas realizadas no continente.
O reforço na América Latina amplia uma mobilização iniciada no ano passado, quando drones, caças F-35 e uma aeronave AC-130 foram enviados ao Caribe. Desde então, ataques norte-americanos contra embarcações apontadas como integrantes do narcotráfico mataram ao menos 230 pessoas, sem comprovação de impacto duradouro sobre o comércio regional de drogas.
Nas últimas semanas, os militares passaram a interceptar barcos, retirar as tripulações e entregá-las a países parceiros antes de destruir as embarcações. A estratégia acompanha acordos com Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica, Colômbia e Panamá, mas não encerrou os ataques letais, incluindo uma ação realizada no Caribe em 9 de setembro.
Continue lendo
Governo Tarcísio demite professoras com base em estatuto da ditadura
Três professoras da rede estadual paulista foram demitidas entre maio de 2024 e agosto de 2025, durante o governo Tarcísio de Freitas, após processos administrativos fundamentados...
BOMBA! PF obtém emails que apontam uso da mesma conta bancária por Flávio e responsável pelas fraudes no INSS
Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, tinha vínculo com uma conta do Santander associada ao advogado Willer Tomaz, investigado...
Grávida e sem carteira assinada: ex-funcionária levou loja de Flávio Bolsonaro à Justiça
Uma ex-funcionária da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, procurou a Justiça do Trabalho após ser dispensada quando estava...
TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem publicações contra Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a exclusão de vídeos publicados pelo presidente Lula (PT), pela primeira-dama Janja e pelos deputados André Janones...
Letrux toma conta do Teatro Ipanema no Rio com música, teatro e convidados
Letrux e Arthur Braganti apresentam, em outubro, a temporada Terças Tremendas no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa, no Rio de Janeiro, com shows às 20h que...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.






1 Comentário