Lula prepara conversa com Trump em meio à crise entre Brasil e EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados, na quarta-feira (6), que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo da próxima semana.
A informação foi compartilhada durante um encontro realizado no Palácio da Alvorada com parlamentares do PSOL e da Rede, ocasião em que a federação formalizou apoio à candidatura do petista à reeleição.
Segundo participantes da reunião, a iniciativa faz parte dos esforços do presidente para estimular negociações internacionais em torno da guerra na Ucrânia.
De acordo com os relatos, Lula contou que manteve contato recentemente com o presidente da China, Xi Jinping, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendendo que os integrantes permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas assumam uma postura mais ativa na busca por uma solução diplomática para o conflito.
Ainda conforme os parlamentares presentes, o presidente pretende levar o mesmo apelo a Trump em uma conversa telefônica que ainda não tem data confirmada. Embora a intenção de dialogar com o líder americano tenha sido anunciada, Lula não detalhou se aproveitará a oportunidade para abordar os atritos recentes entre Brasil e Estados Unidos.
A relação entre os dois países atravessa um período de tensão após novas tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros e medidas adotadas contra autoridades do país, entre elas a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti. Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não comentou o assunto.
Durante a reunião, segundo os participantes, Lula também manifestou preocupação com uma possível influência do governo Trump no processo eleitoral brasileiro.
O presidente mencionou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao tratar do interesse da direita em ampliar sua presença política na América Latina e reforçou a necessidade de mobilização da militância durante a campanha.
Ainda conforme os relatos, Lula afirmou que uma eventual nova gestão deverá priorizar investimentos em educação, ciência e tecnologia, defesa e políticas voltadas à população idosa.
O presidente também voltou a criticar o atual modelo de distribuição das emendas parlamentares, alegando que ele reduz a capacidade de investimento do Executivo, e defendeu a ampliação da representação de partidos de esquerda no Congresso.
A participação do petista em debates eleitorais também foi discutida, e, segundo Edinho Silva, presidente do PT, a definição ficará a cargo da coordenação da campanha diante do grande número de convites recebidos.
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