PF indicia presidente da Voepass e mais 15 por tragédia com 62 mortos
A Polícia Federal indiciou 16 pessoas pela queda do avião da Voepass que matou 62 passageiros e tripulantes em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A conclusão foi apresentada na quinta-feira (6), após uma investigação que apontou falhas de manutenção, problemas operacionais e omissão de informações sobre defeitos na aeronave.
O ATR 72-500 havia partido de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Entre os investigados estão o presidente da companhia, José Luiz Felício Filho, diretores, gerentes, pilotos, despachantes operacionais e responsáveis pelos setores de manutenção e segurança.
Quinze pessoas foram enquadradas no artigo do Código Penal que trata da exposição de aeronaves a perigo, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão. O piloto Edson Serra Martins foi indiciado por falsidade ideológica.
A pedido da PF, a Justiça Federal proibiu os investigados de deixar o Brasil. Prisões preventivas não foram solicitadas e, com o encerramento dessa etapa, caberá ao Ministério Público analisar o inquérito e decidir se apresenta denúncia criminal.
Segundo o delegado André Ribeiro, chefe da PF em Campinas, o avião foi submetido a situações de risco quatro vezes no dia da tragédia. A apuração identificou uma prática interna de não registrar falhas técnicas, o que permitia a continuidade dos voos mesmo diante de problemas conhecidos.
A perícia examinou dados de 136 viagens realizadas entre junho e agosto de 2024. Os registros indicaram acionamentos breves e repetidos do sistema de degelo, compatíveis com tentativas de reiniciá-lo, mas essas ocorrências não constavam no livro técnico.
Os peritos concluíram que o voo enfrentou formação severa de gelo, perdeu sustentação e saiu de controle. Também foram apontadas respostas tardias da tripulação aos alertas e uma cultura empresarial que, conforme a investigação, favorecia a manutenção das operações. Procurada, a Voepass não respondeu, mas anteriormente defendeu a qualificação da tripulação e seus procedimentos de segurança.
BookmarkContinue lendo
Empresa de Willer Tomaz investigada pela PF repassou 17 milhões à Virginia
No ano em que a influenciadora digital, Virginia Fonseca, com 60 milhões de seguidores nas redes sociais, realizava propagandas para a Blaze, uma empresa de Willer...
BRB discute privatização e corte de 15% dos funcionários após escândalo Master
O BRB ainda sofre os resquícios da crise com o Master e tem discutido em seus bastidores um plano de privatização e corte do quadro de...
Delação de dono da Reag, investigado no caso Master, é homologada por Fachin
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, homologou a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da Reag. Investigado no caso do Banco Master —...
Rogério Marinho (PL) aposta em mobilização popular para garantir presidência do Senado
Nos bastidores do Partido Liberal (PL), aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN), dizem precisar garantir apenas mais três votos para eleger o líder da oposição no...
MP eleitoral contestou 42 candidaturas por ligação com crime organizado
O Ministério Público (MP) Eleitoral questionou a validade de pelo menos 42 candidaturas em 10 estados brasileiros em razão de vínculo dos políticos com o crime...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





