Família da Grande Curitiba vive rotina de terror com extermínio de gatos
Em Colombo, cidade da região metropolitana de Curitiba, uma família vive há mais de uma década uma rotina de terror e perda. Desde 2013, vários gatos mantidos ou acolhidos pela aposentada Mônica Kulik Chiquiti, de 76 anos, desapareceram, foram envenenados ou vítimas de tiros. Em 2016, ela chegou a registrar um boletim de ocorrência na polícia, que foi até o local e vistoriou a região em busca de indícios de autoria dos crimes, sem sucesso.
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O último caso ocorreu há duas semanas, quando a pequena gatinha branca chamada Frida, de cerca de 1 ano, apareceu ferida. O exame veterinário constatou a existência de um corpo estranho metálico (projétil balístico) próxima ao ouvido. Socorrida, Frida sobreviveu, mas com sequelas. Não consegue comer e ficou com problemas nos olhos e na face.
Outro gatinho, o Zequinha, também foi alvo de tiro de espingarda no Natal de 2024. O mesmo animal sumiu há quase dois meses, e a suspeita da família é de que ele tenha sido alvo de um novo tiro.
Em 2016, o gato Rodolfo Jr morreu após ser envenenado, provavelmente com estricnina. Gatos dos vizinhos também foram vítimas de ataques. “Muitos deles vieram a morrer no jardim da minha mãe”, conta Paulo Chiquiti, filho de Mônica, que vive em São Paulo.
Durante esses 13 anos, além dos dois animais vítimas de tiros, pelo menos outros sete foram envenenados e muitos outros desapareceram misteriosamente. Mônica, que vive com um sobrinho desde a pandemia da Covi-19 tem medo do que ainda pode acontecer. Em uma carta aberta em 2014, após duas outras gatinhas, Lulu e Carminha, morrerem envenenadas ela desabafou. “A tristeza não se deve, somente, pelo fato da perda dessas duas lindas gatinhas, mas deve-se mais ainda pelo ato desumano, cruel e primitivo pelo qual a vida delas foram tiradas”, relatou.
Diante da falta de respostas, o filho de Mônica fez, recentemente, um novo boletim de ocorrência online, sobre a agressão à gatinha Frida, na esperança de que uma nova investigação possa identificar indícios do autor dos ataques.
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