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Crime organizado nas urnas? Nove candidatos são investigados por supostos vínculos com facções

Ao menos nove candidatos registrados para disputar vagas de deputado federal ou estadual nas eleições de 2026 já foram ou continuam sendo investigados por suspeitas de envolvimento com organizações criminosas, segundo levantamento da Folha.

Sete deles enfrentam questionamentos na Justiça Eleitoral, em meio à ofensiva do Ministério Público para tentar impedir a entrada de pessoas associadas a facções e milícias na política.

As candidaturas constam no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas os pedidos de registro ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral sustenta que a legislação permite barrar integrantes de organizações paramilitares, milícias ou facções, mesmo diante de situações em que ainda não exista condenação definitiva.

Entre os nomes está Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes e candidato a deputado federal por São Paulo, investigado por suspeitas de ligação com o PCC e lavagem de dinheiro. A defesa de Santos rejeita as acusações e afirma que não foram encontradas provas que demonstrem envolvimento dele com o crime organizado.

Ely Santos (Republicanos), irmã do ex-prefeito, busca uma cadeira na Assembleia Legislativa paulista e também já foi investigada por suposta relação com o PCC. Seus advogados negam qualquer vínculo, enquanto o Republicanos afirma que seus candidatos atendem às exigências previstas pela legislação eleitoral.

Na Paraíba, Vitor Hugo Castelliano (MDB), ex-prefeito de Cabedelo, disputa vaga de deputado estadual e é apontado pela Procuradoria Eleitoral como ligado à Tropa do Amigão, associada ao Comando Vermelho. A defesa contesta as suspeitas, e o MDB informou que aguardará as decisões da Justiça Eleitoral.

Na Bahia, Binho Galinha (Avante), preso preventivamente desde outubro de 2025 e condenado em primeira instância a 36 anos e nove meses por crimes envolvendo armas e munições, tenta a reeleição.

No Rio de Janeiro, também aparecem entre os nomes questionados Márcio Canella (União Brasil), João Drumond (PRD), Junior da Lucinha (PSD) e Val Ceasa (PRD), cujas defesas ou manifestações públicas, quando apresentadas, rejeitam envolvimento com organizações criminosas.

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