Fabrício Queiroz e advogado que o escondeu “reforçam” campanha de Flávio Bolsonaro
A campanha do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), recebeu dois reforços que falam muito sobre o passado do senador. No domingo, Fabrício Queiroz foi fotografado no ato de Flávio em Copacabana, no Rio de Janeiro, que “flopou” por causa do público minguado. O outro reforço é o do advogado Frederick Wassef, que participou de um evento do candidato do PL em São Paulo, em 25 de julho.
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Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como o operador do esquema da “rachadinha” pelo qual Flávio foi acusado de ficar com parte dos salários de assessores quando era deputado estadual do RJ. Foi justamente em uma casa de Wassef em Atibaia (SP), que o ex-assessor de Flávio estava escondido da polícia e foi preso em junho de 2020.
A investigação começou em 2018 após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas nas contas de Queiroz, “faz-tudo” da família Bolsonaro. Segundo o MP, houve o desvio de ao menos R$ 2,7 milhões por meio de funcionários “fantasmas”.
De acordo com a apuração, Queiroz era encarregado de recolher e centralizar o dinheiro repassado pelos assessores. O MP indicou que o dinheiro vivo proveniente das rachadinhas era lavado por meio do pagamento de contas pessoais de Flávio como despesas escolares e planos de saúde, compras de imóveis e transações na loja de chocolates da qual ele era sócio.
Em novembro de 2020, o MP-RJ denunciou Flávio Bolsonaro, Queiroz e outros 15 ex-assessores pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita. Em 2021, a denúncia foi arquivada após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular as provas atendendo a pedido da defesa sob a alegação de supostos vícios formais da investigação.
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