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Bolsa Família terá novo piso de R$ 691 a partir de outubro

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo mensal de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. A atualização busca recompor as perdas provocadas pela inflação desde 2023 e reforçar a renda das famílias atendidas pelo principal programa de transferência de renda do país.

Com a mudança, o benefício médio pago aos participantes deverá subir dos atuais R$ 675 para aproximadamente R$ 777 por mês. O cálculo considera a variação de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulada até agosto, percentual aplicado de maneira uniforme aos diferentes valores previstos pelo programa.

O reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda neste ano, considerando os pagamentos das folhas de outubro, novembro e dezembro. Para 2027, quando a correção será incorporada durante todo o exercício, a previsão é de uma despesa adicional próxima de R$ 22 bilhões.

Segundo o governo, os recursos necessários já estão disponíveis dentro do espaço fiscal e não provocarão aumento na projeção global de gastos. Parte dessa margem veio da reorganização das despesas federais, da redução da fila de benefícios do INSS e do aprimoramento dos mecanismos usados na administração dos programas sociais.

A correção também leva em conta a elevação acumulada dos preços dos alimentos, estimada entre 12% e 13% nos últimos anos. A atualização pretende preservar o poder de compra dos beneficiários, especialmente das famílias de baixa renda que destinam uma parcela maior do orçamento doméstico à alimentação e a outras necessidades essenciais.

Criado durante o primeiro governo Lula, o Bolsa Família voltou a usar o nome original em 2023 e manteve desde então o piso de R$ 600. O programa passou ainda por uma modernização cadastral para ampliar a eficiência dos pagamentos, combater irregularidades e garantir que os recursos cheguem às pessoas que cumprem os critérios estabelecidos.

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