Boulos pede prisão do prefeito e do secretário de Transportes de SP
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu, neste domingo a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e do secretário de Transportes do município, Celso Jorge Caldeira, por causa da falta de ônibus na capital paulista neste domingo de segundo turno de eleição presidencial. Boulos denunciou publicamente a redução e retenção da frota de autocarros em várias regiões periféricas da cidade de São Paulo durante o dia de votação, classificando a situação como um ato de desespero e crime eleitoral.
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Segundo ele, a escassez do transporte público atingiu estrategicamente locais com forte histórico de votação no candidato Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, destacando bairros da Zona Leste como Sapopemba, Jardim Helena, Cidade Tiradentes, São Mateus e Parque do Carmo, além de pontos da Zona Sul como o Campo Limpo e o Grajaú.
Boulos apontou a existência de registos em vídeo que mostram garagens lotadas de veículos retidos em pleno horário de eleição, o que configuraria o descumprimento direto de determinações judiciais que exigiam a manutenção da frota em capacidade operacional completa. Para o ministro, a prática repete manobras de supressão do direito de voto verificadas a nível nacional com a utilização de órgãos federais na eleição anterior, mas agora executadas através das gestões municipais.
Diante do diagnóstico de prejuízo ao eleitorado, a campanha formalizou pedidos de responsabilização criminal e medidas emergenciais junto da Justiça Eleitoral. A principal exigência inclui a decretação da prisão preventiva do prefeito e do secretário municipal de Transportes, sob a alegação de conivência e ordenamento direto do bloqueio dos autocarros. Boulos citou como precedente a ordem de prisão expedida contra o gestor de transportes de Salvador em circunstâncias semelhantes.
Além das sanções penais aos responsáveis, a ação exige a imediata normalização da circulação dos veículos com a aplicação de multas diárias pesadas às empresas de transporte, bem como a prorrogação do horário de encerramento da votação em todas as localidades afetadas para assegurar o direito de voto dos cidadãos.
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