BRB discute privatização e corte de 15% dos funcionários após escândalo Master
O BRB ainda sofre os resquícios da crise com o Master e tem discutido em seus bastidores um plano de privatização e corte do quadro de funcionários. A iniciativa poderia ser viabilizada com a reeleição da governadora Celina Leão (PP) no Distrito Federal.
A relação entre o Banco de Brasília (BRB), banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro, tornou-se um dos principais focos de investigação financeira e política no Brasil.
O ponto central é que o BRB comprou bilhões de reais em carteiras de crédito do Master que, segundo a Polícia Federal, continham operações fictícias ou sem comprovação de existência. A suspeita é que o banco público tenha sido utilizado para dar liquidez ao Master, transferindo para uma instituição estatal o risco de ativos fraudulentos.
Hoje o Governo do Distrito Federal é maior sócio do BRB, com 53,71% das ações totais. A gestão de Celina tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o FGC para capitalizar o banco.
Pessoas próximas ao STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a Folha de São Paulo, contam que Luiz Fux teria conhecimento de que a gestão de Celina pretendia vender o Banco de Brasília para o BTG Pactual. A possibilidade de venda do banco ainda está em aberto, caso as tentativas de capitalização não vigorem.
Contudo, o BRB conseguiu melhorar sua situação de liquidez, ou seja, a capacidade de um banco para honrar compromissos financeiros no curto prazo. O banco realizou venda de ativos, captação por meio de fundos e recebeu outros depósitos.
Se o plano de desligamentos for levado a cabo, será o maior da história já registrado pelo BRB. Será um corte de até 500 empregados. Hoje o BRB conta com 3.522 funcionários com concursados, e pelo menos 2.500 de comissionados, terceirizados ou estagiários. A reestruturação do banco teria início já em dezembro desse ano.
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