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Rogério Marinho (PL) aposta em mobilização popular para garantir presidência do Senado

Nos bastidores do Partido Liberal (PL), aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN), dizem precisar garantir apenas mais três votos para eleger o líder da oposição no Senado como presidente da casa. A oposição teria o voto de 38 senadores entre os 81 votantes para a eleição no dia primeiro de fevereiro de 2027.

O voto para presidência do Senado é secreto e a expectativa é de que seja possível virar voto dos congressistas da direita e da centro-direita até fevereiro. Marinho deve viajar pelo país mobilizando a base bolsonarista para pressionar os parlamentar a decidir o voto a seu favor.

Marinho também prepara uma carta programática para tentar atrair parlamentares de centro. O documento deve afirmar que sua eventual gestão não será de oposição ao governo Lula ou ao STF, mas defenderá a independência do Legislativo e a responsabilização de ministros do Supremo em caso de desvios de conduta. A proposta busca apresentar uma candidatura institucional, em contraste com o discurso mais combativo adotado por Marinho no lançamento de sua campanha.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aposta em pelo menos cinco votos dentro do PL e no apoio de outros parlamentares da direita para fortalecer sua tentativa de permanecer no comando da Casa. Para isso, negocia espaços no governo Lula, em agências reguladoras, cargos no Legislativo e relatorias de projetos importantes. Nesta quarta-feira (4), por exemplo, escolheu o senador Eduardo Gomes (PL-TO) para relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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