Caso Epstein: empresários e celebridades brasileiras surgem em registros
A divulgação de novos documentos ligados ao caso do financista americano Jeffrey Epstein voltou a provocar repercussão no Brasil. Morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais, ele foi acusado de liderar, com a britânica Ghislaine Maxwell, um esquema internacional de abuso e tráfico de menores.
Após sua morte, vieram a público milhares de páginas de registros judiciais, incluindo e-mails, agendas e transferências bancárias. Os arquivos mencionam pessoas de diferentes países, inclusive personalidades brasileiras, o que, por si só, não indica participação em irregularidades, mas revela algum tipo de contato ou citação.
Entre os brasileiros citados está o arquiteto Arthur Casas. Mensagens trocadas entre integrantes de seu escritório e pessoas próximas a Epstein tratam de uma possível reforma na ilha particular do empresário, no Caribe. A assessoria informou que houve uma visita técnica em 2016, mas que o projeto não foi adiante e nenhum serviço foi executado.
O empresário Eike Batista e a ex-esposa, Luma de Oliveira, também aparecem em correspondências. Em um dos e-mails, Epstein comenta o nome da modelo em conversa com o agente francês Jean-Luc Brunel. A defesa de Eike afirma que ele nunca teve contato com o americano e que as menções não têm relevância prática.
Documentos recentes ainda trazem o nome da apresentadora Luciana Gimenez, associado a registros de transferências financeiras feitas entre 2014 e 2019. O material não detalha a origem dos valores nem estabelece ligação direta com crimes. Ela negou qualquer relação com Epstein.
Já a modelo Izabel Goulart foi mencionada em uma troca de mensagens sobre hospedagem em Nova York. Seu advogado sustenta que ela jamais ficou em imóvel pertencente ao empresário.
Os arquivos indicam que Epstein demonstrava interesse em ampliar conexões no Brasil, inclusive no setor de moda e concursos de beleza, como parte de sua estratégia de aproximação social.
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